Parada, calada... Ela pensava...
Tentava encontrar um motivo, um único que fosse, que justificasse a distância vazia que se instalou entre eles... Distância nunca havia sido problema, sempre estiveram próximos, a despeito de todas as ausências... Nunca se sentiram tão próximos de alguém, ainda que nem sempre estivessem juntos...
Não era a distância mas o distanciamento que a fazia muda naquele momento, tentando encontrar a “razão” que ecoava em seu pensamento...
O estranho é que o instante que estavam mais distantes era também o que mais se sentiam perto. Separados, distantes, ligados...! Ela se perdia, sem palavras, nesse paradoxo... não conseguia entender, universo paralelo do seu mundo, quanto mais queria fugir mais ele permanecia ali... o sentia tão dentro, sem gestos ou palavras tão distante... e ainda assim, tão presente, tão menino... Aquele mesmo menino que a olhava tão fundo, mesmo tão longe ela podia sentir aquele olhar, era como se ela entrasse nos sonhos dele, como se lesse o silêncio e atravessasse o vazio, para simplesmente, sentir o que ele tão quieto tinha tanto medo de dizer... Era como se enxergasse suas próprias fraquezas nas fragilidades dele... Sentia-se nele e a despeito de todos os desencontros os caminhos permaneciam...
Porque fostes a melhor coisa que aconteceu em minha vida, abriu-me os olhos para um novo amanhecer chamado amor, mas como tudo na vida tem um preço, creio que o meu preço é muito caro, simplesmente viver sem você, mas mesmo assim vou continuar te amando, pois te amar me faz bem, mesmo sendo meu destino, carregarei esse sentimento em meu coração eternamente até o fim de meus dias, quem sabe assim, aquele que tudo conhece e tudo vê, faça você refletir e visualizar que nenhuma outra mulher pode te fazer feliz e te dar o amor que guardo em meu peito;

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